18º Meo Sudoeste – Terceiro Dia (9 de Agosto).

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A falta de sono, causada pelo calor infernal que já se torna insuportável as 10h, deixa-nos praticamente sem forças para dançar ao som do grande Jamie Cullum. Mas antes de disso, ainda com o sol sobre os festivaleiros, houve Yuri da Cunha, com muita animação. Os ritmos africanos não foram os únicos a serem explorados e muitas covers foram feitas. A plateia foi-se compondo e raros foram os que resistiram a bater o pé.

IMG_1811Não era o mesmo ritmo que nos esperava Selah Sue mas isso não significa menos ritmo. A belga apresentou mais uma vez o seu álbum, um reggae feminino, intenso e renovado, perante uma plateia que sabia o que escutava. Além de apresentar duas músicas novas, a artista expressou todo o seu contentamento pelo regresso a Portugal e aproveitou todos os momentos para soltar a sua grande voz. Até dançou em saltos altos: um dos concertos mais dedicados do festival por parte de uma artista completa cuja reputação de antipática tem fortes hipóteses de ser mudada. Provavelmente foi inspirada em convívio no backstage pelo artista que a seguia.

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IMG_1860Cullum já nos habituou a grandes actuações, boa música e muita animação, mas desta vez superou-se. Qualquer milímetro do palco era dançável, especialmente o seu piano. Fez beatbox, houve tempo para tocar versões de “Frontin” de Pharrell Williams, explicou-nos o seu fascínio pelas dificuldade em pronunciar a palavra “paralelepípedo” e ainda cantou de mãos dadas com uma rapariga da fila da frente. Por razões obviamente diferentes, nem ela nem nós, nos esqueceremos desta performance.

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Ainda conseguimos dar um salto à Moche Room e descobrimos Sensi, o irmão de Fred (baterista dos Buraka Som Sistema, Orelha Negra e 5-30) e também filho de Kalú, que apoiado de uma banda muito groovie fez dançar, descontrair e lembrar que boa onda é um catalizador para bons momentos.

IMG_1960Não podemos (nem queremos) falhar Seu Jorge e corremos para o grande churrasco que as suas músicas proporcionam, sendo esta churrascada para milhares de pessoas e no Palco Meo. Não há muito para dizer a quem conhece a carreira do músico brasileiro: trata-se de um senhor vivido, de bom humor e que vive para melhorar a nossa vida. Deu um concerto sem falhas, cheio de carinho, melodia, coros do público, acústicos belissímos, e depois acabou.

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Acabou, esperamos e temos Alesso. Esquisito, não é? É. Esta mudança de estilos foi bem representativa do palco principal a maior parte do festival. Ainda assim não foi má. Não fez nada de mais espectacular que os outros djs mas não precisa. Ninguém quer saber. Há álcool, há pessoas aos saltos, há as mesmas músicas. Acaba e ninguém está triste. Há mais do mesmo em breve, é só esperar. Até lá, drum and bass com DJ 2cool4school e Mc Zuca ajudam-nos a viajar sem sair do lugar e sempre com um pé no ar na zona meodj, e na Moche Room, DJ Glue e Overule deram conta do beat com muito hip hop, e até uma versão improvisada das festas rebel bingo, até ás 6 da manhã.

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E assim terminamos o 3º dia de festival, agora era a altura de tentar dormir para o dia D, o mais “dançante” de todos.

Texto: Pedro Cisneiros
Fotos: Fábio Lopes

Equipa

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