18º Meo Sudoeste – Primeiro dia (7 de Agosto).

IMG_1253Começou mais uma edição do Meo Sudoeste, este ano o atinge a maioridade e a sua organização apostou num cartaz 90% dedicado à música electrónica, trazendo alguns dos nomes mais mediáticos do panorama do mundo da EDM (Electronic Dance Music).

 

O primeiro concerto do festival foi o de Miguel Araújo, um bocado vazio visto que ainda eram muitas as pessoas que regressavam da praia mas o momento alto do seu concerto foi, claramente, quando interpretou uma versão de “Like a Rolling Stone” de Bob Dylan.

Saltamos para o palco Santa Casa, com aquela curiosidade de ver como se sai o rapper, NGA. Uma coisa é certa, não se pode negar que o Rei da Linha de Sintra tem uma enorme legião de fãs. Acompanhado pelos seus amigos, Masta, Prodígio, Deezy, DonG, Monsta e o DJ Liu One, o rapper, mesmo sem ter a melhor qualidade de som possível, mandou a casa abaixo.

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Voltamos para o palco Meo, para assistir ao concerto de Tom Odell, arrisco-me a afirmar que foi “o pior concerto do festival”. O britânico trouxe à Zambujeira uma onda melancólica e secante, numa altura em que o público já se começava a compor músicas como “Can’t Pretend”, “Till I Lost” e “Another Love”, seus maiores êxitos, não provocaram grandes reações na plateia.

IMG_102022:50 altura em que retornamos ao palco Santa Casa para assistir à surpresa da noite, Jimmy P. Ao contrário de NGA, Jimmy apresentou-se em palco acompanhado, não só dos seus amigos rappers mas, por uma grande banda e isso transformou a sua sonoridade em algo extraordinário. O ponto alto da sua performance foi o momento em que o rapper traz Valete para interpretar “Revolution” e “Melhores Anos” mas músicas como “Storytellers” e “So High” também foram momentos bonitos onde vimos muitos braços no ar, acompanhados pelas vozes em coro das pessoas presentes.

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De seguida, era a vez de John Newman apresentar-se pela primeira vez ao público português. O dono de uma das canções com mais “airplay” dos últimos tempos: “Love Me Again”, conseguiu cumprir bem com as expectativas fazendo o público o vibrar com uma atuação enérgica, baseada em “Tribute”, disco de estreia do artista britânico, lançado em outubro do ano passado.  O melhor estava mesmo guardado para o fim, “Love Me Again”, o último tema interpretado pelo artista, foi, sem dúvida, um dos melhores momentos da noite, e talvez de todo o festival, algo que não pode ser descrito pelas pessoas presentes.

IMG_1135O Palco Moche Room recebeu a Swag Party com a curadoria especial dos Orelha Negra e se há comentários que revelam que o “Hip Hop tuga estagnou”, os Grognation são a prova contrária disso. Pouco passava da meia noite quando o grupo de Mem Martins subiu ao palco e com uma tenda a abarrotar o grupo não se intimidou e chegou-se à frente com uma atitude “vamos partir isto tudo”, claramente uma aposta ganha dos Orelha Negra. Xeg, Octa Push, Dealema e Dillaz foram alguns dos artistas que pisaram o palco no resto da noite.

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IMG_1196Seguiu-se Ellie Goulding, a menina da pop, que fazia também a sua estreia em solo nacional e tinha todas as atenções concentradas na sua performance. Foi um concerto com muitos altos e baixos, na realidade, a britânica não soa tão bem ao vivo como no disco, arrisco-me a afirmar que a sua voz perde algum poder em palco. “Figure 8” foi o tema escolhido para o início do espetáculo, pelo meio ainda assistimos a uma versão de “Bad Girls” (original de M.I.A) mas foi “Burn” que encerrou a sua actuação num clima de festa.

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IMG_1249Para terminar a 1ª noite de festival para as 43 mil pessoas presentes, a organização chamou o holandês Hardwell, considerado melhor DJ do mundo e que no passado mês de Dezembro esgotou o Meo Arena. O DJ apresentou-se com um set de house progressivo que contou com versões remisturadas de “Sky Full of Stars” dos Coldplay, “Summertime Sadness” de Lana Del Rey, “Summer” e “Under Control” de Calvin Harris e até uma versão adulterada de forma quase nauseante de “Seven Nation Army” dos White Stripes. Contou ainda um espectáculo visual muito forte, para além do jogo de luzes que passavam nos painéis LED houve ainda chuvas de confettis acompanhados por jactos de fogo.

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Fotos: Fábio Lopes
Texto: Fábio Lopes

Equipa

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