18º Meo Sudoeste – Segundo dia (8 de Agosto).

5-30, Gentleman e Sebastian Ingrosso foram os principais destaques do 2º dia de festival.

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IMG_1472O dia começou com B4, o projecto angolano chegou à Herdade da Casa Branca com uma actuação energética satisfazendo a enorme quantidade de fãs que tinham pela frente. Êxitos como “Canta Comigo (Essa Keta)”, original dos SSP (Extinto grupo de Big Nelo, um dos integrantes dos B4), “Bo Tem Mel”, original de Nelson Freitas e C4 Pedro (Integrante dos B4)  colocaram toda a gente a cantar e a dançar mas foi em “É Melhor Não Duvidar” que assistimos ao ponto alto da performance, dos angolanos, instante em que a actriz Rita Pereira, subiu ao palco para mostrar os seus dotes de dança.

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Seguiu-se o concerto de O Rappa e pouco temos para falar sobre ele, um concerto morno. Os brasileiros trouxeram duas décadas de carreira e “Nunca Tem Fim”, álbum recentemente em Portugal, um ano depois de chegar às lojas no Brasil.

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Carlos Nobre aka Pacman (Ex Da Weasel e talvez uma das pessoas mais importantes na criação e na aceitação do Hip Hop na sociedade portuguesa), Regula (considerado por muitos como um dos melhores rappers da actualidade) e Fred (membro dos Orelha Negra) formam os 5-30, projecto que trouxe em Março, deste ano, o seu álbum homónimo, uma das boas novidades de 2014, no mundo do Hip Hop Nacional.

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IMG_1556Se nos últimos anos tivemos no Sudoeste, grandes nomes do panorama Hip Hop mundial, como por exemplo Kanye West, Snoop Dogg, The Roots… Este ano as atenções do género estavam todas concentradas no grupo português.  “Já Estive Aqui” marcou o inicio do concerto e Carlão relembrou-nos dos bons momentos que já passou naquele palco com a sua antiga banda (Da Weasel), recordar também que Fred e Regula estiveram presentes no palco MEO, no ano passado, no concerto memorável dos Orelha Negra. A meio do concerto assinalou-se mais um momento memorável da noite, pai e filho juntos pela primeira vez em palco, o baterista dos Xutos & Pontapés, Kalú, subiu ao palco e de costas a costas para o filho, Fred, tocaram um medley de temas  clássicos não totalmente desconhecidos do público como algumas músicas do colectivo. Logo a seguir foi altura de chamar mais um convidado, Sam The Kid, dispensa apresentações a sua forma verbal de brincar com as palavras é extraordinária e deixa qualquer pessoa apreciadora do estilo boquiaberta. “Pitas Querem Guito”, “Dúvida” e “Placas” foram os temas que tiveram a colaboração do rapper de Chelas que contribuiu ainda mais para consagração do concerto dos 5-30 como um dos melhores do sudoeste. O melhor estava mesmo guardado para o fim, com grande tristeza “Chegou a Hora” de terminar, e foi com aquela sensação de que acabou rápido que abandonámos o palco principal para nos dirigirmos para a Moche Room.  Só para resumir, um enorme concerto de 5-30, com grande entrega apenas com algumas falhas no que toca a músicas que não funcionam assim tão bem no formato live.

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Chegamos à Gym Party  para assistir à apresentação de Nelson Freitas, já a meio, mas ainda atempo de criar uma opinião sobre o cantor e produtor holandês de origem cabo-verdiana.  Aspecto interessantes a destacar é o facto do cantor apresentar-se ao vivo com uma banda composta por vários elementos e a conexão com que o músico se entrega com o público. O momento alto estava em “Bo têm Mel”, tema que colocou as cerca de 10 mil pessoas presentes na tenda a cantar e a dançar.

Voltando para o Palco Meo, é altura de Gentleman pisar o palco principal do festival. Para apresentar “New Day Dawn”, álbum lançado em Abril deste ano. Um regresso à Zambujeira do Mar, o músico alemão já fez várias vezes parte do cartaz e quando se esperava que seria mais um concerto para cumprir calendário, o músico não desapontou e surpreendeu tudo e todos.  Talvez por isso tenha convidadado, uma das maiores estrelas nacionais do reggae, Richie Campbell para dar o seu contributo vocal em “The Journey” e “Leave Us Alone”. Mais para além da performance conjunta com o Português foi bonito quando presenciámos “Intoxication”, talvez maior êxito do artista, cantada por todos acompanhada de isqueiros e braços no ar.

A missão de encerrar a noite era de Sebastian Ingrosso, o membro do extinto grupo Swedish House Mafia, já tinha passado pela Herdade da Casa Branca, em 2011, mas agora tinha a missão de cativar sozinho as 40 mil pessoas presentes.  Como a maioria dos DJs  presentes no festival, Sebastian não trouxe muito de novo, tocou alguns hits do seu antigo grupo como “”Save the World” e “Don’t You Worry Child” e apostou num set super comercial com mais alguns temas que estão “na moda”.

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Equipa

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