20º Super Bock Super Rock – Terceiro dia (19 de Julho)

Recinto2

 

Começámos por ver a banda de tributo a Lou Reed a abrir o palco Super Bock e não ficámos impressionados. Se Lou Reed era um ótimo compositor e músico, Zé Pedro não o é. Com todo o respeito pela sua carreira, não se entende como é escolhido para organizar um tributo tão importante. Não falhou no seu papel de relações públicas ao escolher cantores interessantes para participarem no espetáculo, mas o som criado não foi nada de novo. Um bom momento para alguns fãs de Lou Reed mas que pouco mudou a experiência da maior parte dos festivaleiros.

 

O mesmo se passou com Albert Hammond Jr. que tinha um claro maior número de fãs, tentou agradá-los com uma atuação bastante viva mas com um rock pouco acima da média.

 

Melhor fizeram os fâs que ouviram na íntegra os Skaters no palco EDP. Boa onda e muita energia, num palco mais intimista e com menor expectativa.

 

As expectativas para este dia começavam a subir realmente para a nossa redação com a atuação de The Kills no palco principal. A sua atuação não desiludiu em termos de show pois são claramente experientes nesta performance, tanto que lhe dão primazia em relação à qualidade musical. Não desiludiram mas podiam ter feito melhor caso o seu objetivo fosse hipnotizar a plateia com o seu som, tal como acontece quando trabalham em estúdio.

 

Assim, fomos ver alguém em quem confiamos no que toca a encantar sonoramente. Os Dead Combo mereciam o palco principal mas mostraram que não precisam dele para terem fãs e uma atuação consistentemente poderosa. Valem cada segundo de pé a vê-los e ouvi-los.

 

Foals tocava entretanto no palco principal e não os podíamos perder. Fizemos bem. Ainda que não seja de bom tom a página de facebook do festival vangloriar-se que estão a acolher um dos melhores concertos do ano, em termos de espetáculo podem não estar errados. Excelentes a coordenação de luzes, o não pararem entre músicas e a interação com o público. Pena que um dos maiores sucessos, “My number”, não tenha sido tocado no fim nem com o mesmo ênfase de voz e guitarras: ficou aquém das interpretações de todas as outras músicas.

 

No outro palco tocava agora Oh Land, e ela não deu chances de crítica negativa. Cantou, dançou, falou e até mostrou uma música nova. Enfim, encantou.

 

Tivemos de correr par o palco principal novamente para ver a atuação mais esperada da noite. E esta foi uma lição de atuação. Não por ter mais qualidade que as outras bandas, mas por ter uma perfeita noção do que os seus fãs e público geral querem ver. Um concerto não é só tocar o álbum, pedir palmas e fazer crowd surfing “quando o rei faz anos”. Os Kasabian souberam pegar no melhor da atuação dos Foals, tocaram todos os seus sucessos, dinamizaram a plateia, não deixaram ninguém triste. Não foi nada do outro mundo, mas valeu a pena o esforço de os ver.

 

Se para muitos este foi o fim da 20ª edição, para nós ainda houve C2C no palco EDP, com um ótimo live act de quatro scratchers com boa batida, e os últimos DJ sets na tenda Antena 3, os quais, não sendo extraordinários, ajudaram o público a acreditar que a música não ia acabar.

 

Texto: Pedro Cisneiros

Equipa

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