24ª Vodafone Paredes de Coura: A serenidade da despedida (4/4);

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O último dia era sem dúvida o mais calmo de todos. Às 19h40 os Capitão Fausto começaram e os ritmos de indie pop puseram toda a gente a dançar, relembrando memórias passadas e a nostalgia trazida pelo som da banda. Uma banda que tanto em presença como em som nos transporta um pouco para os anos 60, nos abraça e lava a nossa alma e nos alegra por a presenciarmos. Um dos mais belos anoiteceres em Coura. Uma banda feita para ser ouvida pelo mundo.

The Tallest Man On Earth deu seguimento à serenidade que se fazia sentir. O público estava maioritariamente sentado na relva e o ironicamente baixinho Kristian Matsson embalou todos os presentes. Elogiou Portugal e relembrou-se de momentos vividos cá que o mudaram. Com ritmos demarcados de folk americano acabou o concerto com “Like The Wheel”.

Portugal. The Man, de nome curioso, entraram em palco e revelaram-se uma bela surpresa. Com ritmos de indie rock, a banda que esteve em tour com os Cage the Elephant durante este ano soube animar o público e serviu as medidas neste último dia que é sempre o mais nostálgico. Deixaram ainda espaço para uma pequena cover surpresa de “Don’t Look Back In Anger” dos Oasis que foi cantada em uníssono por todos os festivaleiros.

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Chvrches regressaram novamente ao Paredes de Coura onde atuaram pela primeira vez em 2014. Este ano encerraram o cartaz, mas não satisfizeram as exigências. Desde o primeiro concerto que que não me encheram as medidas. Os sintetizadores, o ruido sonoro provocado pela exagerada altura do som, fizeram com que o recinto se esvaziasse e com que me fosse embora a meio da segunda música. Um concerto mais virado para os fãs da banda e não tanto para o público em geral. Na minha opinião o último concerto merecia mais. Vinham constantemente à cabeça flashs dos Ratatat do ano passado e infelizmente Chvrvhes ficou muito longe do que Ratatat deram no ano passado.

Uma menção honrosa ainda para os GrandFather’s House que apesar de não ter tido a oportunidade de ver, fiquei felicíssima por ver uma banda portuguesa tão boa como eles chegarem ao palco secundário e espero ainda ver em futuros anos no palco principal. É com um carinho especial que escrevo sobre eles porque foi uma crítica ao concerto deles no Sé La Vie, há pouco mais de um ano, um dos meus primeiros artigos para esta revista. É bom ver bandas portuguesas a ganhar espaço no panorama não só nacional como internacional e estes meninos merecem.

E assim se disse adeus a mais uma edição do Paredes de Coura. Um cartaz que deixou alguns dececionados, mas que na minha opinião estava extremamente coeso e que se revelou melhor do que as expectativas que tinham para ele. Ainda de referir que as condições do festival este ano também melhoraram imenso, sem filas para casas de banho e quase sem filas para os chuveiros. Esta edição contou ainda com pequeno incidente das viroses e gastroenterites que levaram 150 festivaleiros ao hospital, mas que desde logo teve um acompanhamento excelente dos bombeiros e que felizmente foi resolvido. Para o ano o Paredes de Coura realizar-se-á dos dias 16 a 19 de Agosto e celebra os seus 25 anos. Por cá esperamos por um cartaz à altura do acontecimento. Por cá esperamos ansiosamente por essa semana que ainda tarda um ano a chegar e onde sabemos que somos sempre felizes. Por cá esperamos e até para o ano.

Texto: Joana Martins
Fotos: Hugo Lima/Festival Paredes de Coura

 

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