Entrevista com Dead Combo no Fusing

Pedro Gonçalves e Tó Trips são as duas caras por detrás dos Dead Combo. A Buzz TV encontrou-se com Pedro Gonçalves no festival Fusing Culture Experience e tentou perceber um pouco mais sobre a banda e o novo disco “Bunch of Meninos”, que foi lançado em Março deste ano.

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Como Surgiram os Dead Combo, o nome e conceito? E porque são só 2 pessoas sem mais instrumentos (bateria, etc.)?

Começou nem éramos dois, era só um, o Tó, e chamava-se Dead Combo porque a ideia era fazer uma banda que não era banda nenhuma. Ele hoje ia fazer um concerto aqui comigo, e amanha ia fazer um concerto com outro gajo qualquer e por ai adiante. Por isso era um Combo (Banda) que não existia. Isto era a ideia original, mas depois estraguei-lhe a ideia.
Gravamos a primeira musica e mantivemo-nos assim. Pode-se dizer que os Dead Combo nasceram assim.

Porquê toda a estrutura gráfica que vos acompanha em palco?

A parte do palco, foi uma coisa que nos achamos necessária. De alguma maneira foi importante criar uma imagem, uns bonecos, e com o tempo foi evoluindo até ao que temos hoje.

Vocês mudam o cenário em todos os álbuns ?

Sim, tentamos fazer uma coisa diferente.

Os vossos discos tem historias, no caso do Lisboa Mulata isso deu um livro certo? Neste vamos ter algo parecido?

Não, por acaso essa banda desenhada já existia. Essa bd tem a ver com a banda em si, são historias antigas da banda e não sobre um disco em concreto.

O Lisboa Mulata foi um grande sucesso, não só em Portugal, mas também no estrangeiro. Com o Bunch of Meninos vão seguir a mesma “tática” e exporta-lo?

Sim, ou seja, o disco já esta disponível nas plataformas digitais desde a data de lançamento, e agora em Setembro vai ser lançado em França o disco físico e vamos lá fazer uma pequena tour. Depois vamos seguir para a Alemanha e por aí a fora.

Qual foi o concerto mais importante para a vossa carreira?

Cá houve uma serie de concertos que foram importantes, o concerto da Aula Magna, o de Paredes de Coura, etc. Houve assim uma serie de concertos que foram todos mais ou menos na mesma altura, e depois a historia do Antony Bourdain, foram tudo coisas que foram importantes para nós, pois nos ajudaram a saltar para mais gente e chegar a mais pessoas.

Acha que é mais fácil atuar em festivais ou em nome próprio?

É muito diferente. Eu acho que as duas funcionam bem, mas aqui nos festivais não vamos tocar aquele reportório que tocamos nesses auditórios, tocamos uma coisa mais energética, mais viva. Trazemos também o Alexandre Frazão na bateria. Nos auditórios é uma coisa mais pausada, consegue-se usar o silencio como parte da musica e aqui não.

O que acha deste festival sobre a musica portuguesa, é uma boa plataforma de divulgação?
Então não é! É ótimo!

E acha que era bom haver mais deste festivais ou se calhar mais espaçados?

As duas coisas. Se calhar o pessoal que organiza os festivais devia unir-se e pensar onde fazem os festivais e se calhar aproveitar as pessoas que trabalham cá, fazem cá musica, etc.

Equipa

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