Festival Musa Cascais 2016: gigantes do reggae, muito boa onda e a tradicional brisa marítima.

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Mais uma edição do festival mais dedicado ao reggae do país e Carcavelos parece que vai continuar a ser a casa do mesmo. Depois de uma festa especial para os festivaleiros campistas dia 30, Julho significava para o Musa muitas mais horas de reggae e as actuações de Terra Livre e Supa Squad deram o primeiro gosto de diversidade. Muita energia e vontade de criar momentos com o público. Os grandes momentos seriam dados depois do concerto de Jesse Royal e antes da actuação de Alborosie. Tanya Stephens encantou e a sua banda ainda nos deu o prazer de cantar os parabéns à lendária vocalista. A noite ia longa e agradável e com Alborosie vieram as maiores expectativas mas conseguiu uma performance aquém do que já o vimos fazer. Mais um ano e mais um props à organização por manter a música alternativa nas tendas.

Dia 2 estava uma ventania ainda mais desagradável mas as actuações de Chapa Dux (com participação de Papillon dos Grog) e Assassin mantiveram as esperanças em mais uma noite cheia. Dub Inc fizeram do palco a sua casa e de Carcavelos o seu jardim. Um atraso de Max Romeo adiantou os franceses no horário e estes garantiram o sucesso responsável pelo seu repetido e sempre espero regresso. Todos os clássicos, algumas músicas novas e uma ligação incrível com o público. Atrasado para a sua também repetição em Portugal, em anos consecutivos e também no festival Musa, Romeo fez o que sabe e não teve especial vontade de interagir com a plateia. Nada nos faz sair tristes do Musa, depois de tudo o que nos deu mais uma vez, mas acreditamos que as dificuldades dos festivaleiros em acompanhar as subidas de preços dos bilhetes são um factor tão importante como a quantidade de estrelas no cartaz.

Até para o ano!

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Fotos: Musa Cascais;
Texto: Pedro Cisneiros & V.P.

Equipa

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