Festival Musa Cascais: Mandar “Props” ao Musa por mais um cartaz bem recheado.

Musa

Com a equipa Buzz dividida entre dois bons festivais, não há outra forma de começar o nosso pequeno comentário ao Musa: porque é que de todos os fins-de-semana do verão, os dois festivais (até agora) mais relaxados de Portugal têm de ser no mesmo? A apreciação portuguesa por bons festivais e bom reggae continua a ser menosprezada e assim muitas famílias e amizades continuam a ser divididas no primeiro fim-de-semana de julho. Fica aqui sublinhada a pena da nossa equipa e de tanta boa gente. Ultrapassados os queixumes, é altura de mandar props ao Musa por mais um cartaz bem recheado. O recinto bem encheu e, quando entramos no festival no primeiro dia, já há muito público em celebração. No palco estava Richie Campbell em dueto com os italianos Mellow Mood e, depois de muita interacção com a plateia, despedimo-nos dos gémeos em expectativa dos dois maiores nomes da noite. Antes ainda demos um saltinho num dos palcos alternativos, neste caso a Bass Station, para ouvir um bom drum and base. Já agora, quando falo no plural não me quero referir apenas a equipa Buzz presente no evento mas aos vários amigos da zona com que partilhamos mais uma experiência festivaleira – tudo da melhor onda. Esta boa vibe foi melhorada com as intensas actuações dos Groundation e do repetente Jah Cure. A noite já ia longa mas há sempre alternativa e nem tivemos de sair do recinto para curtir depois das actuações do palco principal, tal era o ambiente e público no palco Arena Soundsystem de reggae.

No sábado voltamos todos mais comedidos. A festa tinha sido tao intensa que chegamos a tempo do final da actuação enérgica de Chaparro. Romain Virgo foi o senhor que se seguiu, e no que nos toca, o senhor a não perder. Uma actuação cheia e muito bem interpretada por toda a banda e vocalista que deliciou os espectadores. A energia deste vosso repórter acabou por se esgotar com toda a dança e não foi possível testemunhar mais que metade do concerto da lenda Beres Hammond antes de ir para a caminha. Rezam as crónicas que Steel Pulse fecharam o palco principal em beleza e os palcos alternativos não fizeram a desfeita mantiveram o impecável nível de som roots e electrónico a altas horas a que nos têm habituado. Pró ano há mais, e, se tudo correr bem, não temos de dividir a nossa atenção e experiência de bons festivais.

Texto: Pedro Cisneiros

Equipa

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