#PlaylistDaSemana: nomes que irão crescer muito em 2018.

Tal como a semana passada, cá estamos nós com mais uma playlist.

A playlist desta semana traz com ela nomes que considero que irão crescer muito em 2018, assim como nomes que espero ver mais por 2018.

 

  1. IAMDDB- Shade (https://www.youtube.com/watch?v=wDC_XkWWxZA)

IAMDDB tem 21 anos e este ano figurou no top 5 da BBC de artistas revelação de 2018. Vinda de Manchester, com raízes portuguesas e angolanas, já foi considerada a versão britânica da Cardi B. Em 2017, fez o público do Vodafone Mexefest mexer os corpos e entrar na sua onda. O seu nome tem sido falado, e eu considero que ainda vai ser mais. O seu estilo – que a própria apelida de urban jazz – junta influências de jazz, r&b, trap, soul e música africana, criando uma mescla harmoniosa, criando a IAMDDB. Diana de Brito convida toda a gente a assumir quem é, sem vergonhas e a aproveitar a sua energia. Podia escolher muitas músicas, mas tive de ir para o “banger” do seu último EP, Shade.

 

  1. Mahalia – Sober (https://www.youtube.com/watch?v=fCxygfLdkDM )

Ainda no Reino Unido e dentro do r&b/soul, temos a Mahalia. Lançou o álbum de estreia em 2016, #DiaryofMe, e também marcou presença no Vodafone Mexefest. A sua música denota alguma inocência nas letras e pureza, próprias da idade com que escreveu muitas. Os seus ritmos são demarcados por r&b e, como define a própria na sua página de facebook, “Psycho Acoustic Soul”. Apesar de já estar nesta indústria há alguns anos, o seu soul contagiante e as suas letras deviam estar mais entranhadas nos ouvidos e corpos de mais pessoas.

 

  1. Ray BLK- My hood (https://www.youtube.com/watch?v=v9BtXaiLVA0 )

Ray BLK foi considerada a artista revelação de 2017 pela BBC. A artista do Sul de Londres apresenta-se com uma mistura perfeita de hip hop e r&b, com letras marcadas pela vida vivida naquela zona. My Hood contou com a participação de Stormzy e é uma das maiores músicas da cantora. Ray BLK está nesta playlist porque precisa de mais atenção, tanto pela força das suas letras como pelas suas melodias. Numa entrevista à BBC, a artista revelou que não queria que a sua música apenas entretesse, mas que tivesse um impacto nas pessoas que a ouvissem, tal como parece estar a ter.

 

  1. Rex Orange County- Loving is Easy (https://www.youtube.com/watch?v=39IU7ADaXmQ )

Com apenas 19 anos, é o artista mais novo desta playlist. Desde a sua participação no mais recente trabalho de Tyler, The Creator, Flower Boy, Rex Orange County, cujo verdadeiro nome é Alex O’Connor, começou a crescer na indústria musical e rapidamente começou a ser apontado como um artista emergente. Loving is Easy é o mais recente single do cantor e também o mais ouvido no Spotify.

 

  1. Aminé- Spice Girl (https://www.youtube.com/watch?v=t3AVtQkEHaE )

No final de Julho de 2017, Aminé lançou o seu primeiro álbum, intitulado Good for You. Todo o álbum tem uma sonoridade colorida, animada e de um dia de sol. Good for you é de facto bom para nós. Spice Girl é uma música cheia de energia, com uma letra no mínimo estranha, num pop-rap que nos cativa do início ao fim. Apresento-a nesta playlist por isso mesmo, por trazer um pouco de sol a estes dias de inverno e para lembrar que Aminé existe e devia receber mais atenção.

 

  1. Klyne- Water Flow (https://www.youtube.com/watch?v=3M3Rrg_kHKs )

O duo Holandês lançou o seu primeiro disco, Klyne, em 2017, onde se apresenta com uma sonoridade eletro-pop. Recheado de letras sobre amor e desamor, o álbum leva-nos numa viagem a tudo o que todos sentimos. Em Water Flow, os músicos revelaram à NME, que a ideia por trás do vídeo foi a de retratar pessoas que se viam forçadas a recomeçar a sua vida e a construir uma nova vida do nada, como aconteceu com os refugiados. Klyne transmite uma sensação de flutuar e para mim é uma das bandas que merece reconhecimento neste novo ano.

 

  1. Oddisee- Like Really (https://www.youtube.com/watch?v=IzjuReog3Yo )

Oddisee é um rapper de 32 anos de Washington DC. The Iceberg,o seu último trabalho, foi lançado em 2017. O disco apresenta-se de uma forma única pelos seus ritmos calmos de r&b que contrastam com as suas letras pungentes, carregadas de críticas políticas e à sociedade Americana de Trump. Like Really não é excepção. É uma música com uma mensagem muito forte sobre a desigualdade racial e a perceção e estereótipos consequentes dessa desigualdade. Oddisee é um dos melhores rappers da atualidade mas ainda sem o reconhecimento merecido. Espero que em 2018 a sua voz seja reconhecida como uma das vozes desta geração.

 

  1. Nick Hakim- Roller Skates (https://www.youtube.com/watch?v=ysKpaoYQgYw )

Nick Hakim chega-nos de Nova Iorque. Tem 26 anos e viu na música um refúgio da sua adolescência conturbada, enquanto filho de imigrantes.

Em 2017 lançou o Green Twins, por muitos considerado um dos melhores álbuns do ano. Em Roller Skates chega-nos com a sua voz rouca, engarrafada, com uma guitarra proeminente e ritmos eletrónicos. Hakim é uma força a reconhecer.

 

  1. Jorja Smith- Teenage Fantasy (https://www.youtube.com/watch?v=wM8VldCiEMw )

Jorja Smith foi a vencedora, este ano, do Brit Critics’ Choice Award. Provavelmente já a conhecem. Já ouviram a sua voz recheada de soul na música Where did I go, ou numa das suas colaborações com Drake, ou até na música Tyrant, da Kali Uchis em que colaborou, ou até mesmo por causa da sua nova música com o Stormzy. Independentemente de se a conhecem ou não, Jorja Smith entrou e parece ter vindo para ficar. Em Teenage Fantasy seduz-nos com o r&b com um toque de jazz e letras simples mas bonitas. Em 2018 espero que Jorja Smith esteja num festival cá em Portugal e vê-la crescer ainda mais.

 

  1. Kali Uchis- After the storm (https://www.youtube.com/watch?v=9f5zD7ZSNpQ )

A americana-colombiana Kali Uchis não é propriamente uma artista pequena, e poderão estar a perguntar-se o que é que ela faz nesta lista. A questão é, é impossível falar em artistas que cresceram em 2017 e não falar em Kali Uchis. Desde a colaboração com Daniel Caesar até à colaboração com Tyler, the Creator, Kali Uchis tem crescido a olhos vistos e é refrescante. Kali Uchis é confiante na sua música e nas suas origens. After the Storm é prova disso mesmo. Na colaboração com Tyler, Kali com a sua voz calma, sensual que é complementada pelo tom grave de Tyler, seduz-nos para dentro da música. Kali cresceu muito em 2017, e acredito que 2018 vai ser um grande ano para a cantora.

 

Texto: Joana Martins

 

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