Super Bock Super Rock 2016: Massive Attack “um dos melhores concertos do festival” e Bloc Party foram “a banda de Kele”.

Bloc

Bloc Party subiram ao palco no segundo dia, apresentaram uma nova formação com 2 novos elementos, pelo que se mantiveram o vocalista Kele e o guitarrista Russell.

A actuação no Super Bock Super Rock foi um representativo do estado da banda no momento, um pouco sem energia e com uma vontade de serem “a banda do Kele” em vez dos Bloc Party como sempre os conhecemos.

Apesar da falta de vontade, os solos de Russell e as novidades que os dois novos elementos trazem foram suficientes para em alguns pontos do concerto (durante a “Banquet”, “Helicopter” ou “One More Dance” o público fez um esforço por cantar e saltar com a banda.

Massive Attack

Massive Attack deram um dos melhores concertos do festival. Perdão, deram um dos concertos com mais significado e com a melhor mensagem.

Os ingleses trouxeram os conterrâneos Young Fathers, e com eles apelaram à união e paz em todo o mundo. Mostraram títulos e manchetes de jornais sobre as mais recentes guerras e atentados e apresentaram também os títulos mais “cor de rosa”. Um óptimo concerto para abrir as mentes de muito público, e fazê-los interessarem-se pelos assuntos que importam.

A musica esteve muito bem, apesar de a setlist não ter sido perfeita (faltaram “Karmacoma”, “Angel” ou “Teardrop”). A combinação com os Young Fathers ficou muito feita, com estes a tocarem temas próprios e temas do EP “Ritual Spirit” e mostrarem como o som do MEO Arena ficou melhorado. “Voodoo in my Blood” foi um dos pontos altos da noite, assim como o final, onde foram apresentadas imagens de refugiados com a frase “Estamos Juntos” em cima.

Um concerto muito forte, muito político, muito bonito em termos de performance.

Foto: Inês Machado
Texto: António Almeida

Equipa

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