Sziget Festival: A odisseia de um festival no meio da Europa.

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A 24º edição do mais famoso festival Húngaro aconteceu no meio de Agosto na já famosa ilha de Margitsziget. A convite da Aporfest, a Buzz TV esteve lá e acompanhou os acontecimentos, desde a preparação dos palcos até ao fogo de artificio final. Esta foi a experiência do nosso repórter…

Depois de 7 dias de concertos, festas, muita gente e de dormir no chão, chegou ao fim a 24º edição do Sziget Festival. Por este passaram cerca de meio milhão de festivaleiros provenientes de mais de 100 países. O sucesso desta edição foi devido aos concertos de Rihanna, Muse ou Hardwell, os principais nomes no cartaz.

Os principais concertos foram de artistas não-Húngaros, que para além dos 3 já referidos, no cartaz estavam presentes ainda alguns nomes dos mais diversos géneros. Desde o Hip-Hop de Travis Scott, ao Punk-Pop dos Sum 41 passando pelo Pop de Sia ou o Country-Pop dos The Lumineers, não faltou musica para agradar a gregos e troianos. Mas também as bandas pequenas tiveram destaque num festival onde o numero de atrações era gigante.

Palco Sziget

Vamos começar pelo principal, pelo Palco Sziget. Como já foi referido, os principais nomes do cartaz passaram por este palco. Nota-se que houve uma tentativa de mostrar um pouco de tudo o que o festival incorporava em termos musicais, daí os artistas serem dos mais diversos géneros. O único ponto negativo a notar será a escolha do alinhamento, pois em muitos dias a ordem das bandas não era a melhor. O caso mais gritante será no terceiro dia, quando os britânicos Bring Me The Horizon abriram o concerto dos islandeses Sigur Rös, ao qual se seguiu a actuação dos ingleses Muse.

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Palco A83

O Palco A38, também conhecido como Palco Secundário, não apresentava nomes secundários. Desde os mais consagrados, Editors, M83 ou Bloc Party, até aos mais recentes, Aurora ou Travis Scott, pode-se dizer que o palco esteve sempre muito bem preenchido e com imenso público. Um recinto em forma de tenda de circo gigante que acomodava quase tanto público como o palco principal. Destaque aqui para o concerto dos ingleses UNKLE, que regressaram ao festival que lhes é mais querido.

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Palco Europa

Foi no Palco Europa onde actuaram todos os representantes da música portuguesa no festival. Os bracarenses Grandfather’s House e os lisboetas Thunder and Co. levaram o que de melhor se faz por terras lusas, para uma montra gigante de musica europeia. A ideia deste palco será mostrar a música nos diversos paises do continente e foi muito bem conseguido.

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Photo: António Almeida, Buzz TV

Palco Mundo e Opera

Neste festival havia mesmo de todos os géneros. Desde o Pop ao Rock, e à Opera Clássica. Existia mesmo um espaço com uma orquestra residente durante todos os dias do festival, que para alem de tocar alguns sonetos, tambem se misturava com os actores durante as actuações da ópera do festival.

Do outro lado do recinto, existia o palco das músicas do mundo, composto por diversos artistas Africanos e Sul Americanos. O reggae estava também representado e havia ainda espaço para aulas de capoeira e demonstrações de dança do ventre e workshops de percussão africana.

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Outras Atrações – Circo e Dança

E como já perceberam, o festival não incorporava apenas música. A componente cultural era muito grande, e desde a Dança, Teatro e Circo tudo valia para mostrar a liberdade da ilha. No canto do circo, haviam duas tendas gigantes com actuações diárias das mais diversas trupes cirquenses. A dança e teatro estavam presentes aleatoriamente nos vários cantos do recinto, com demonstrações espontâneas. Existia ainda um palco dedicado à comunidade LGBT, onde alguns artistas faziam as mais diversas técnicas de dança do varão, ilusionismo ou ainda teatro.

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Ambiente

O ambiente do festival era fantástico, como se poderia esperar. Apesar das quase 500 mil pessoas presentes, e das “ruas” e caminhos dentro do recinto serem minúsculos, o publico sentia-se livre. Livre de responsabilidades, de juízos de valor e sobretudo livre para se divertirem.

Durante o dia, o público poderia conhecer um pouco da cidade de Budapeste e usufruir dos diversos spas da cidade, ou ficar no festival e desenvolver as inúmeras actividades desportivas e lúdicas presentes antes dos concertos começarem.

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Sem dúvida um festival para quem gosta de se sentir livre durante uma semana, sem preocupações e com actividades para todos.

Texto: António Almeida

António Almeida

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