#2 Histórias de Coura: “Eu prometo que não dei em drogas algumas nesse festival, e não estava bêbedo”.

Paredes.
Sempre ouvi dizer que se é muito feliz em Paredes de Coura. No entanto, eu só fui ao festival uma vez na vida. Infelizmente nunca consegui repetir a viagem de 2014. Aparentemente um dos poucos anos sem grandes problemas de chuvas, lamas ou águas estragadas.

Logo na primeira noite de festival, cheguei à tenda com algo no palco fora de horas (não sei se é que se chama, mas é o que chama a todos os palcos de DJs dos festivais) ainda a tocar. Era electrónica, mas aquele género de “puntz puntz” que em certas alturas sentes que não vai avançar para mais lado nenhum. Parece sempre um loop gigante do mesmo beat.

Nessa noite, não estava necessariamente cansado fisicamente, apenas farto daquela música, e por falta de sono, dei por mim a olhar fixamente para o tecto da tenda e a entrar num transe com o beat no fundo. Quase que parecia que ao fim de um bocado a música começava a dizer palavras. Parecia que o beat dizia “panados com pão”!

Eu prometo que não dei em drogas algumas nesse festival, e não estava bêbedo. Até hoje, e em algumas musicas que forem muito repetitivas, consigo ouvir aquelas palavras repetidas até à exaustão muito rápidas no beat.

No dia seguinte, estava novamente na tenda e vejo os Cage The Elephant a andar pelo campismo. Não é grande história, mas foi um momento engraçado, pois devo ter quebrado algum tipo de recorde de corrida com barreiras e obstáculos.

Como só fui uma vez ao festival, não tenho muito mais histórias. Tirando uma crise que quase todas as pessoas sofrem que é a água fria do Rio Taboão e a sua quase impossibilidade de ir a banhos, mas isso faz parte do festival.

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Texto: António Almeida

Equipa

One Comment

  1. O menino é muito hipster para ouvir um techno ou um transe, ou o que tenhas ouvido ahah podiam encontrar historias melhores? Obrigado!

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