21º Super Bock Super Rock: As surpresas do festival

Chegou ao fim mais uma edição do Super Bock Super Rock. Este ano contou com a presença de Florence and the Machine, Blur, Sting, Bombay Bicycle Club, Banda do Mar, entre tantos outros. Mas apesar de, aqui na Buzz TV, já termos tido a oportunidade de assistir à maioria dos concertos, também tivemos alguns que vimos pela primeira vez e os quais nos surpreenderam bastante.

Vamos começar pelo meu preferido da lista, Benjamin Clementine. O pianista inglês é dotado de uma voz incrível e uma capacidade para tocar piano como mais ninguém. Com uma plateia já um pouco composta (tendo em conta o facto de ter sido um dos primeiros artistas a tocar no festival), o inglês não se poupou e fez vibrar a pala do palco EDP e do Pavilhão de Portugal de uma forma magnifica. De destacar “Nemesis” e “Condolence”, que tornaram o final de concerto numa experiência memorável. Esperamos voltar a vê-lo em breve.

Em seguida falamos da Teresa de Sousa, ou como os amigos lhe chamam – Da Chick. Uma mistura de Funk, Soul, groove e outras palavras estranhas são usadas para descrever o som da artista portuguesa, mas no entanto a melhor frase vem mesmo da própria artista, que em pleno concerto disse: “Da Chick is fucking freak”. Pois bem, bastaram 40 minutos de concerto para os espíritos da plateia subirem em alta e deixar o ambiente bem mais feliz e com vontade de dançar.

DaChick
Por último deixo-vos com FFS. O projecto que une Franz Ferdinand e Sparks em palco (sim, os Sparks são uma banda muito antiga que não conheces porque se formaram antes de nasceres mas era fixes). E ainda o são, agora que se uniram aos escoceses. O que é certo é que quando ambas as bandas anunciaram esta colaboração e este álbum e esta tour, o público e fans de ambas as bandas ficaram um pouco desconfiados. A maioria não queria acreditar que traria algo de novo para qualquer uma das bandas. Eu também comecei por pensar isso, mas depois começou o espectáculo (logo com a “Johnny Delusional”, um dos singles) e aí percebi que esta não era uma colaboração qualquer. Estas duas bandas uniram-se e criaram uma super banda que faz sentido. E não pensem que só por serem velhos não tem energia (o teclista dos Sparks têm 69 anos, enquanto o vocalista completa 67 anos no final de 2015). Esta união veio revitalizar os Sparks e trazer uma nova roupagem aos Franz Ferdinand… Well Done!

Estas são as nossas 3 escolhas de surpresa do festival. Comenta no nosso Twitter com as tuas!

Texto: António Almeida
Imagens: Cláudia Ferreira/SBSR; Fábio Lopes/Buzz TV

António Almeida

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