COACHELLA #1: Os nossos concertos preferidos!

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Já se passam 2 anos desde que o projeto Buzz TV começou, e para celebrar isso decidimos enviar dois correspondentes a um dos maiores festivais de musica e artes do mundo, o Coachella Music and Arts Festival, na Califórnia.

O Fábio e o António andaram pelo primeiro fim de semana de festival e viram nomes como Jack White, AC/DC, Drake, Tyler the Creator, Mac deMarco entre outros. Pedimos-lhes, por isso, para escolherem o concerto preferido de cada um. Estas são as suas escolhas:

A escolha de Fábio Lopes: Tyler, The Creator

Tyler the Creator | Coachella 2015

Bem, antes de mais, quero clarificar que não foi nada fácil escolher apenas um “concerto preferido”. Durante todo o festival, houve vários concertos que me deixaram boquiaberto mas vou ter que destacar o do Tyler The Creator.

Confesso que só depois do lançamento de “Wolf” é que fiquei rendido à sua espontaneidade e indiferença, desde então que tinha curiosidade em vê-lo ao vivo, mas as suas digressões mundiais nunca chegam a Portugal e quando está no país vizinho, ou em Londres, é a minha agenda/bolso que não o permite. Por esse motivo, neste Coachella, ele e Mac DeMarco eram as performances que mais ansiava ver em todo o festival.

As expectativas estavam altas, primeiro porque estava a tocar ao mesmo tempo que Jack White, um dos cabeças de cartaz e depois, mas não menos importante, porque 3 dias antes, o rapper anunciou que ia lançar um novo disco, ou seja, novos temas iam ser apresentados ao vivo no festival.

E assim aconteceu, “DEATHCAMP” foi a primeira música do repertório, suficiente para deixar todos eufóricos, quando digo todos, quero referir mesmo todos, plateia, organização e imprensa. Por motivos diferentes claro, visto que o tema é uma espécie de crítica a todo mediatismo oferecido a certos artistas, numa letra “pesada”, típica do músico, por cima de um instrumental que nos faz lembrar N.E.R.D.

Se não foste ao festival claro que tomaste conhecimento de algo entre o Tyler e Kendall Jenner (uma das irmãs Kardashian), claro a imprensa não ia perceber e teve de dar um eco enorme à frase “Kendall Jenner here thinking she cute and shit, hey, Kendall fuck you.”. Não quero saber, não vou traduzir, eles são amigos foi apenas uma “funny punchline”.

O concerto foi continuando e os singles mais populares não demoraram a chegar, estou a falar de “Yonkers”, “IFHY” e “Domo 23”. Realçar apenas o facto de Tyler não ter trazido muitos convidados, de todo coletivo Odd Future apenas Hodgy Beats e Domo Genesis marcaram presença, todos estávamos à espera da entrada de Earl Sweatshirt para cantar o seu épico verso na “Rusty”, no entanto, o tema nem sequer entrou nas opções do rapper, fazendo com que se aumentassem ainda mais os rumores de uma possível desavença entre os dois grandes amigos.

Para terminar vou ter de escolher o momento do concerto que para mim foi em “Tamale”, é muito difícil expressar em palavras o que aconteceu na última música da noite, mas vou dar-vos três: MOSH, CROWD-SURFING e PÓ (algo que eu nunca tinha visto desde que estava no festival).

A escolha de António Almeida: Florence and the Machine

Florence and the Machine | Coachella 2015

Este regresso de Ms.Welsh e companhia aos discos, aos palcos e sobretudo ao Coachella (sim, ela já tinha estado em 2012) já era há muito esperado e não desiludiu ninguém que lá esteve para assistir. A performance no último dia do primeiro fim de semana do festival foi soberba e mostrou a inglesa num nível muito alto e cheia de energia.

Durante cerca de 1 hora, tocaram alguns dos seus principais êxitos, tendo ainda tempo para lançar dois novos temas (“Ship To Wreck” e “How Big, How Blue, How Beautiful”) e uma versão acústica de “Sweet Nothing” (sim aquela com o Calvin Harris).

Num concerto em que a vocalista saltou, correu, desceu em direcção ao público, abraçou os fans e ainda fez um apelo em “Dog Days are Over” para tentar algo diferente, dizendo para cada pessoa tirar uma peça de roupa e saltar à sua contagem, tudo sempre sem desafinar ou enganar-se numa letra tornou o espectáculo muito intenso e mostrou toda a energia que tinha guardada deste tempo afastada do palco. Mal termina o concerto sente-se como uma acalmia depois da tempestade. O furacão Florence é sem duvida algo para repetir.

Na altura não se sabia nem se percebeu, mas a cantora partiu o pé durante um dos saltos em palco. Isto soube-se depois do espectáculo, quando Florence postou uma foto na sua conta de Instagram dizendo que os próximos concertos teriam que ser um pouco mais calmos.

Pela altura em que aterram em Lisboa para actuar no Super Bock Super Rock, já deverá estar tudo sarado mas até lá, as melhoras Florence!

Texto: António Almeida e Fábio Lopes;
Fotos: Fábio Lopes;

Special thanks to Matt Szymkow, owner of Tyler The Creator’s and Florence And The Machine’s photos used on this article.

 

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