Vodafone Mexefest 2015: Como foi o Vodafone Mexefest e quem é Petite Noir?

Depois dos principais destaques do primeiro dia serem Benjamin Clementine e Márcia, no segundo dia os grandes nomes foram Patrick Watson, Peaches e Bombino.

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O Vodafone Mexefest chegou ao fim depois de dois dias de concertos e acções espalhados por alguns dos espaços mais emblemáticos da Av. da Liberdade.

Os destaques como é óbvio vão para os concertos, onde nomes como Benjamin Clementine, Peaches, Márcia ou Patrick Watson voltaram a mostrar os seus dotes. Mas também dos espaços se fez este festival. As salas funcionaram bem, destaque para o Tanque que se mostrou uma grande sala e um belo conceito. E uma menção para o Black Room, que apesar de só na ultima tentativa ter conseguido entrar, valeu a pena o esforço. A ligação entre salas foi garantido pelos Shuttles da Vodafone e pelo Autocarro que percorria a avenida com actuações de The Sunflowers e Pás de Problème.

Falando de concertos, os destaques do segundo dia foram Bombino que com os seus sons marroquinos é uma bela banda por trás fez a delicia do público, com e sem luz. Um excelente artista que junta a calma e sossego às escuras e a festa e à alegria já de noite e desta vez com uma vista espectacular para o castelo.

Outro dos destaques do dia vai para a festa que a canadiana Peaches fez numa piscina sem água. Mas à falta de água o que não faltou foi champanhe e muita dança. A portuguesa Da Chick (que tinha actuado um pouco antes) foi também chamada ao palco onde se juntou à festa.

No final da noite, ficou guardada uma das melhores performances do festival. Patrick Watson encheu o Coliseu de Lisboa, à semelhança de Benjamin Clementine no dia anterior, e também este trouxe as melodias mais suaves e frágeis ao coliseu.

O resto da noite decorreu nas normalidades, com concertos de Nicolas Godin, Selma Uamasse (que esgotou as costuras da Casa do Alentejo), Georgia ou Petite Noir, com quem trocamos umas palavras antes do seu espectáculo que fez o São Jorge vibrar depois de um inicio um pouco tímido do publico.


Petite Noir em Entrevista 

Petite Noir é o projeto musical de Yannick Ilunga. Africano de origens congolesas e angolanas, Ilunga é um inovador na medida em que, quer com o seu EP de estreia “The King of Anxiety” e o primeiro LP “La Vie Est Belle / Life Is Beautiful”, condensa a sua criatividade, inspirada em nomes como Kanye West, Mos Def ou as lendas Fela Kuti e Tabu Ley, para um som que não renega a estética musical africana, mas contém elementos mais contemporâneos da pop, eletrónica e R&B. O músico define a sua música como “Noirwave”, procurando com a nomenclatura definir mais um conceito do que o som.

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Buzz TV: Yannick Lura (ou Petite Noir) começou num coro da igreja em África certo? Depois entrou em Metal, Pop, eletrônica e agora tem como este som suave e calmo. Como é que alguém passa por todos esses gêneros?

Petite Noir: Eu acho que é tudo como uma viagem. Eu simplesmente nunca parei de fazer música. Eu acho que meu som tem crescido, mas não realmente mudado. Eu acho que tem crescido e está a torna-se mais maduro.

B: O álbum de Kanye West (808 & Heartbreaks)foi realmente importante para você, e fez mudar alguns caminhos do teu som. Que outros álbuns e artistas te fieram mudar a tua música?

P: O “Black on Both Sides” foi definitivamente um “game changer”. Sem ser isso, eu acho, que Green Day do inicio da carreira, Box Car Racer e por aí diante. Eu comecei a gostar de coisas como metal, só gostava de o oposto de todos os outros. No inicio era como rock, punk e coisas assim e depois de um tempo eu abri minha mente.

B: Tu fizeste uma faixa com o Mos Def. Existe alguma possibilidade de que vocês tocarem essa música ao vivo?

P: Eu acho que tem que ser o tempo e lugar certo. Quero dizer que ele não é realmente fácil de encontrar mas se o tempo e lugar certo aparecerem…

B: Qual é o teu concerto de sonho? Aquele palco que realmente queres muito pisar.

P: Eu não quero propriamente tocar em Glastonburry. Mas acho que para mim é o Coachella, mas no palco principal.

No final, o balanço do festival é positivo. Esperemos que daqui a mais um ano possamos contar com mais uma edição com iguais ou melhores concertos nos mais diversos espaços de Lisboa.

Texto: António Almeida

Fotos: Ana Rita Garizo

Equipa

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