Esta não é uma opinião qualquer sobre Streaming!

apple music vs spotify

A época do CD, da cassete, do vinil e do formato físico está a chegar ao fim!

Sim, as vendas de vinil subiram (viva os Arctic Monkeys e o Jack White), sim provavelmente tu ainda compras cd’s como gente crescida e sim provavelmente ainda usas cassetes porque o teu carro é tão velho que ainda não aceita um cabo auxiliar. No entanto, aposto que apesar de teres isso tudo também tens uma conta num serviço de streaming ou então ouves música do Youtube.

Aqui no escritório da Buzz TV, temos quem só ouça rádio e quem só ligue ao telemóvel. Eu como gosto muito de tecnologias e coisas novas, uso os serviços de streaming no dia-a-dia (como se isso importa-se).

Estamos em 2015, existem inúmeros serviços para ouvires as tuas músicas preferidas, mas se não tens estado desatento ao que se passa no mundo, certamente sabes que surgiu um novo serviço, o Apple Music. Pois bem, o tão esperado serviço de streaming da companhia da maça chegou finalmente aos consumidores. Apesar de ser um serviço com, apenas, 2 semanas, já se consegue perceber do que é feito.

Vamos começar pelo básico, se tem um iPhone, iPad, iPod ou iTunes com a versão mais recente do dispositivo/software já devem ter carregado nesse ícone e perceber que o design está diferente. Pois bem, uma das principais diferenças do Apple Music em relação à concorrência é mesmo o Design e a sua boa integração com o resto do dispositivo. Todas as apps do iPhone passam a encaminhar-te para a tua música (em vez de para a loja de música). A siri sabe o que ouves e podes fazer uns pedidos difíceis de playlists (eu já experimentei pedir “As músicas mais tocadas em 1987” e resultou!).

Mas os pontos chaves em que a Apple se apoiam são nas duas características que não existem em mais nenhum serviço. O Connect, o serviço que liga os músicos directamente com os fans. Como? Basicamente tudo o que os artistas decidirem “postar” nas suas redes sociais, fotos dos backstage, letras de músicas, vídeos exclusivos, playlists curadas pelos próprios, etc. A ideia é engraçada, mas não é propriamente essa função que dita o sucesso ou não da plataforma. Na Apple Music pode-se aceder ainda a vídeoclipes (alguns exclusivos) ou a playlists curadas pelos principais web-sites e revistas do género. A plataforma conhece o que ouves e o que gostas e vai criando sugestões e playlists consoante os teus gostos e os teus hábitos.

Mas existe algo que faz a plataforma melhor. A rádio. Mais concretamente, a Beats 1. E o que é isso? Alguns headphones novos de 300€?  Não! A Beats 1, é a razão pela qual o Zane Lowe saiu da BBC. É uma rádio online que funciona 24h em 100 países e para além dos programas dos 3 radialistas “residentes”, tem ainda programas de músicos e artistas famosos. Elton John, Dr. Dre, Ezra Koening, entre tantos outros juntaram-se à família Apple e conseguiram o seu espaço na estação. Para além destes programas, a Beats 1 é no fundo uma rádio igual às outras todas mas com menos anúncios.

Basicamente, o Apple Music é um serviço muito conveniente para quem usa o iPhone pois se integra muito bem com o mesmo. O factor Beats 1 é uma mais valia e algo realmente diferente.

apple music

Para alem deste, existem tantos outros como o rdio, o Pandora (ainda não chegou a Portugal), o xbox music, o Tidal (sim, aquele que é do Jay-Z), o Spotify, entre outros. E é neste último que me vou concentrar. Também conhecido como o serviço que domina o mercado (até ver..), o Spotify é uma plataforma Sueca lançada em 2006 e que conta com mais de 75 Milhões de Utilizadores, sendo que apenas 20 Milhões realmente pagam pelo serviço (números da empresa).

O Spotify está presente em vários mercados, desde no mobile (no iOS e no Android), no desktop (onde têm uma aplicação interessante), na web (pode-se ouvir a nossa biblioteca a partir de qualquer browser) ou ainda na PlayStation (as duas empresas uniram-se para criar uma experiência de qualidade para os jogadores da consola).

Ao contrário da Apple Music, no Spotify não tens acesso a Video Clipes nem a conteúdo exclusivo para fans da banda. Mas existe a possibilidade de ouvir Podcasts. Embora seja algo que funcione maioritariamente melhor nos EUA, aqui em Portugal e em tantos outros países também pode ser acedido a esse conteúdo. Este serviço também cria as playlists conforme os teus hábitos e gostos pessoais, também tem playlists curadas por artistas e revistas especializadas e também conta com a opção de criar as tuas próprias listas pessoais.

Existe algo que, até ver, ainda não existe em mais nenhum serviço – o Running. O Spotify tem uma opção de, enquanto corres ou fazes os teus exercícios diários, perceber o ritmo a que vais e escolher músicas automaticamente consoante as batidas por minuto da mesma. Uma opção interessante se não fosse o facto de que geralmente as pessoas correm fora de casa/ginásio e que para que o serviço funcione é necessário uma ligação à internet (por causa da informação das BPM).

O Spotify é um serviço interessante e que tem a vantagem em comparação com o Apple Music que as pessoas já estão habituadas aos controlos e à interface. Como já é um serviço à algum tempo no mercado, as pessoas já criaram playlists pessoais e de certo modo já se habituaram aos controlos e possibilidades que o mesmo trás, e podem por isso estar um pouco com “o pé atrás” em mudar de serviço.

Em conclusão, é difícil escolher entre um e outro. Entre um serviço de streaming e o CD, entre o cd e o vinil…enfim, as opções são muitas e hoje em dia, só não ouve música em todo o lado quem não quer!

Texto: António Almeida

António Almeida

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