NOS Alive’15: O que se passou no Passeio Marítimo de Algés? (Continuação)

Esta é a continuação do artigo “NOS Alive’15: O que se passou no Passeio Marítimo de Algés?”, para leres a primeira parte “Clica Aqui”.

Ambiente1

Depois de uma noite dessas não esperavam que estivéssemos as 16h nas grades às espera de entrar, pois não? Chegamos um poucochinho mais tarde e depois das tentativas de apreciar os concertos de Marmozats e Bleachers não terem dado frutos demos uma olhadela a Sheppard. Infelizmente não é aqui que a noite começa também, e começamos mesmo a pensar se a noite poderia atingir os mesmos níveis de satisfação que a noite anterior…

The Prodigy

O segundo dia foi mesmo uma pequena caminhada num deserto recheado de miragens até ver Prodigy. Infelizmente esta situação não se deu apenas por falta de identificação com estilos musicais ou pelo facto de as bandas simplesmente não terem actuações inovadoras ou apenas interessantes o suficiente, mas porque tivemos o prazer de entrevistar um dos protagonistas da noite no palco NOS Clubing. Tan tan tan tan, é aquele momento que vais à nossa página de youtube. As lendas inglesas Prodigy acabaram por compensar toda a falta de interesse da noite ao proporcionarem uma actuação cheia e em interacção total com uma plateia em êxtase. A nossa presença num dos concertos que mais desejávamos ver foi portanto limitada por conflito de horário e só foi possível presenciar o final intenso da actuação de James Blake. Acabamos por dançar ao som de Magazino e fomos recuperar para o derradeiro dia.

James Blake - NOS Alive

O último dia começou muito bem com a actuação dos simpáticos HMB, já comentada no artigo do Fábio Lopes, mas por problemas de agenda não foi possível testemunhar os seguintes concertos até ao concerto de Sam Smith, que voltou a mostrar ser um vocalista competente. Já Chet Faker, de seguida no mesmo palco, mostrou-se mais versátil que nunca. Depois de 3 actuações no nosso país em menos de duas semanas, o australiano exibiu um look e performance muito mais pop que a sua actuação no ano anterior. Por esse motivo, e correndo o risco de sermos massacrados pela sua legião de fãs, o seu concerto foi realmente decepcionante. Uma gestão cuidada de carreira pressupõe também não se expor demasiado (demasiados concertos) nem uma mudança tão radical no estilo de performance (dança pop). Ficamos mesmo muito expectantes em relação ao seu próximo álbum. Antes do final do seu concerto fomos ao coreto espreitar o talento de um dos mais novos artistas presentes no evento e não ficamos desiludidos: para saber mais sobre a actuação de Raury espreita o artigo do Fábio Lopes sobre as suas escolhas nesta edição festival. No mesmo artigo está presente a nossa opinião sobre o grande concerto de Azealia Banks. Depois de ver Disclosure o ano passado no SBSR já não haveria grande surpresa que a sua actuação pudesse provocar: e não provocou, fiquemo-nos por aqui. Vá, foi bom, mas a sua actuação limita-se a tocar os seus muito dançáveis êxitos e isso não nos pode deixar satisfeitos.

Chromeo - NOS Alive

Por fim, a noite e festival acabam com uma grande actuação dos Chromeo. Os “lordes do funk” mostraram que ainda há espaço na música para originalidade até na reconstrução de estilos de música. Muito animados e interativos, proporcionaram o melhor momento do dia e deixam abertas as portas para um regresso em grande ao nosso país. Bastante simbólico para um festival que já dá certezas de que também voltará em grande garantidamente para o próximo ano.

Texto: Pedro Cisneiros
Fotos: NOS Alive

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