NOS Alive’15: Nem tudo foi música para os meus ouvidos.

O NOS Alive decorreu neste fim de semana, mais uma vez em Algés e contou com Muse, Mumford & Sons, Alt-J, Sam Smith, Disclosure, Ben Harper, entre tantos outros. Foram 3 dias, mais de 30 concertos, mais de 150 mil pessoas, e os números continuam…

Jardim Caixa2

Mas no entanto nem tudo foi música para os meus ouvidos. Já se fizeram inúmeros textos, artigos, resumos, opiniões e tudo mais sobre os melhores concertos, sobre quem roubou a “spotlight” do festival, quem tocou “aquela” ou quem não conseguiu agarrar os fans. Eu não estou aqui para falar disso, mas sim de algo dediquei uma boa parte da minha passagem pelo festival. A verdade é que entre bandas que já tinha visto, outras que não conhecia e outras que não me interessavam, acabei por passar algum tempo no Palco Jardim Caixa.

E o que é o Palco Jardim Caixa? Era aquela tenda grande que se via ao lado das casas de banho enquanto se esperava por alguém que estava “ocupado/a” ou que se via também por detrás da parte da restauração, certamente que estiveram numa daquelas filas de 3h para comprar o jantar e repararam – eu estive, tu estiveste, o senhor da organização esteve (ah não, eles são vip’s…).
O Jardim Caixa, é no fundo um palco dedicado à comédia, ao Stand-Up Comedy. Foi introduzido o ano passado no festival e este ano regressou com um cartaz que juntava novas promessas com nomes já consagrados do panorama nacional.

Jardim Caixa
Entre Herman José, Rui Sinel de Cordes, Diogo Faro, Rui Unas, Rui Xará, Jean Carreira, Paulo Almeida foram muitos os nomes que passaram por aquele palco. Inês Aires Pereira, Rita de le Rocherie e Rita Camareneiro foram as apresentadoras de serviço para cada um dos dias. Como disse, não foram só os grandes nomes que fizeram parte do cartaz. Todos os dias contavam com 3 jovens promessas que tinham a missão da abrir as hostes do palco. Para tal foi desenvolvido um concurso no Facebook do festival onde foram escolhidos 6 participantes pelo público e 3 por um júri do palco. João Simões, Miguel Duarte, Jorge Mocinho, Lourenço Kadosh, Vasco Elvas, Daniel Carapeto, Hugo Nevez, Jorge Moura e Carlos Pereira são os 9 sortudos seleccionados a demonstrar a sua capacidade em palco.

De notar ainda que todos os dias incluíram pelo menos um momento musical. Jean Carreira que se intitula o filho perdido de Tony Carreira, trouxe a sua guitarra e mostrou como seria a vida de um rapaz do Luxemburgo que pensa que é filho do Sr.Carreira. Rui Unas uniu-se ao Dj Van Breda e juntos fizeram uma performance que juntava as piadas de um com os ritmos africanos do outros.

Rui Unas
Foi uma iniciativa mais uma vez muito bem conseguida por parte dos principais patrocinadores e do festival. Trouxe muitas pessoas para um espaço relativamente grande, mas que se viu pequeno tendo em conta a afluência de alguns dos espectáculos. É importante trazer outros tipo de artes a um festival de verão e não se restringirem apenas a música e a bandas conhecidas.

Se não passaste por este palco é porque não tens piada…

Texto: António Almeida
Fotos: NOS Alive

António Almeida

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