NOS Alive’15: O que se passou no Passeio Marítimo de Algés?

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O Alive’15 teve pela primeira vez a cobertura oficial Buzz TV. Como sempre, fomos viver o festival, curtimos e agora partilhamos a nossa opinião sobre a edição deste ano do festival de Algés.

Importante começar por comentar o cartaz: continua a ser o melhor. A uma semana do grande rival, o Super Bock Super Rock, pode haver alguma discussão dado que o Alive este ano trouxe muitas repetições, enquanto o SBSR vai ter direito a muitos momentos únicos e/ou raros. Veremos se os épicos regressos ao nosso país de grandes ídolos da música e as esperadas actuações de outros artistas e bandas conseguem no entanto superar o gigante número de bandas bem-sucedidas que o Alive consegue reunir nos três palcos, mas assim é difícil.

james bay

Dito tal, há que contar que chegamos ao primeiro dia bem cedinho, ainda frescos para topar os Wombats. Tiveram uma actuação bem consistente, animada e ambientada por bastante sol. Foi uma boa maneira de nos prepararmos para James Bay. Deste senhor conhecíamos apenas o estilo e da sua performance acabamos por só tirar isso. A sua voz é agradável, tal como toda a actuação, mas tememos que se trate de apenas mais uma estrela efémera. Depois havia que comer e este acabou por ser o primeiro momento em que percebemos o que significava terem esgotado os bilhetes: muitas, muitas dificuldades de movimentação dentro do recinto. Num dos atalhos escapatórios à concentração de massas acabados a frente do coreto. O senhor Zé Pedro dos Xutos e Pontapés passava música, e não passava da má. Longe do estilo com que fez carreira, animou a pequena plateia e até teríamos gostado de ouvir mais, mas não podíamos perder a oportunidade bastante mais rara de ver outro senhor mas do estrangeiro e ao vivo.

Ben Harper

Ben Harper fez das suas e embalou a plateia para um estado de transe desaconselhável para as 21h. Por este motivo, decidimos rever os Metronomy e não podíamos ter ficado mais satisfeitos. No palco Heineken tiveram a intimidade e atenção que mereciam na sua esforçada performance na edição de 2014 do SBSR. Tocaram muito e muito bem para uma plateia que sabia as músicas quase de cor. Bonito de se ver e ouvir. E depois os Alt-J, uma das bandas mais esperadas e que se teria safado melhor impondo a condição de actuar apenas no palco Heineken. Sem criticar o seu já indiscutível valor, fica apenas expressa a tristeza de ter ouvido o seu som único dissipar-se num ambiente demasiado influenciável pelas condições climatéricas e pela falta de interesse dos já muitos fãs de Muse. Esta falta de apreciação pelo concerto dos ingleses levou-nos a desejar outros ritmos e nem tivemos de ir longe. O Dj canadiano Tiga tomava conta do palco Nos Clubbing com uma interessante actuação ao vivo, e o seu ritmo e a recepcão do público já nos fez mais sentido como preparação para o concerto de Muse.

Muse

Os gigantes ingleses não conseguiram defender a fama de donos de uma das melhores actuações do mundo mas não deixaram ninguém triste já que deram-nos os clássicos, muitos efeitos visuais, e uma muito activa interacção com o público que até envolveu usar a bandeira portuguesa como capa. Um bom momento. Com o encerramento do palco principal podia se ter perdido muita da energia do recinto, mas os Django Django não deixaram. Com uma performance digna de maiores palcos dominaram uma plateia sedenta pelo som do senhor que os seguiria, mas nem a performance desse senhor os suplantaria. Django Django acabaram mesmo por ter das melhores actuações de todo o festival. Já o tal senhor que os seguiu, o jovem mas consagrado Flume, remixou tanto os seus próprios remixes que não poderia ter comprometido o sucesso da sua actuação, mas às 4:30h da manhã e com tanta boa música não foi o facto de se ter empenhado demasiado que estragou uma noite tão boa.

Flume

Continua em: (Clicar Aqui)

Texto: Pedro Cisneiros;
Fotos: NOS Alive

Equipa

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