NOS Alive’15: Uma caixinha de surpresas.

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Chegou ao fim mais uma edição do NOS Alive, um dos maiores festivais nacionais. Este ano, o cartaz contou com nomes como Muse, Mumford & Sons, Sam Smith, Disclosure e muitos mais… Mas para além destes grandes nomes, houve boas surpresas, nomes escondidos no cartaz mas que tiveram performances que atingiram um alto nível de grandiosidade. Por isso resolvi comentar os concertos que vi e destacar esses tais nomes.

HMB

Cada vez mais se vê os cartazes dos grandes festivais nacionais sem artistas portugueses levando o público a acreditar que não há boa música feita cá dentro. Este ano, o NOS Alive acabou por “confiar” nos HMB e sem dúvida que foi uma aposta ganha pela organização.

Pouco passava das 18:00 quando o Sol começava a colocar-se atrás do palco NOS e a onda soul começava a contagiar o público graças aos HMB, eles chegaram ao Passeio Marítimo de Algés com a sua boa vibe e com toda aquela energia que lhes é característica. No repertório, houve espaço para interpretarem temas de Black Company, Mind Da Gap, do disco homónimo e ainda de “Sente”, mais recente álbum da banda editado este ano.

HMB

Eclair Fifi

Há uns meses atrás, durante um dos meus habituais passeios pelo Soundcloud encontrei Eclair Fifi, uma jovem DJ escocesa. Pouco tempo depois foi confirmada para esta edição do NOS Alive, decidi então não pesquisar muito mais sobre a artista, visto que não há melhor maneira de conhecê-la do que ao ver como se saí ao vivo, às seis da tarde, frente a um público totalmente desconhecido.

Mas a jovem não se intimidou e passado poucos minutos do início da sua performance já era grande o número de pessoas presentes no Palco NOS Clubbing. Trouxe-nos um set com uma mistura de techno, garage, disco e hip hop, onde se faziam destacar os beats agressivos, algo que fez com que os estrangeiros presentes se levantassem e começassem a mostrar os seus passos de dança.

Eclair Fifi

Raury

Era capaz de ser o artista que mais queria ver nesta edição do NOS Alive, Raury. O norte-americano dava início a sua primeira grande digressão europeia em Lisboa e por muito espanto nosso foi destacado para o Palco Coreto, provavelmente devido à sua parceria com a G-Star Raw, que por sua vez era patrocinadora oficial do Palco e patrocina o artista norte-americano.

Mas a verdade é que esse facto fez que com que Raury saísse prejudicado. O Coreto acabou por ser pequeno demais para o jovem talento, apadrinhado por Andre 3000 (membro dos Outkast). O som não estava nas melhores condições mas o miúdo de 19 anos, esteve a altura do desafio criando um “bichinho” dentro da multidão que tinha abdicado dos concertos de Chet Faker ou The Jesus And Mary Chain, que decorriam à mesma hora, noutros palcos do festival.

Tenho de destacar o ponto alto do concerto, “Cigarrette Song”, tema que faz parte do EP “Indigo Child”, lançado este ano e que faz parte da nossa lista de “50 projetos de 2015 que tens de ouvir”. Só para terminar tenho pena que o concerto tenho sido no Coreto, visto que, se fosse ali ao lado no Palco Heineken teríamos mais pessoas a comprovarem o potencial do jovem. Sendo assim, só posso esperar pelo seu regresso ao nosso país numa sala mais intimista.

Raury2

 

Azealia Banks

“Agora sim, partiste a casa toda Azealia”, esta foi a frase que me veio à cabeça no final do concerto de Azealia Banks no Palco Heineken. Todos nós nos lembramos daquela performance desastrosa e perdida em 2013 no Super Bock Super Bock, mas a verdade é que dois anos se passaram e a rapper de Brooklyn apresentou-se no Passeio Marítimo de Algés com uma maturidade nunca antes vista.

Chegou a horas, acompanhada por um DJ, dois dançarinos e “Broken With An Expensive Taste”, seu primeiro álbum lançado no final do ano passado. “Yung Rapunxel” e “Gimme The Chance” abriram o espectáculo e logo aí percebemos que a rapper não estava para brincadeiras, seguiram-se outros temas como “ATM Jam” e “Luxury” mas foi em “212” o ponto alto do concerto, perfeito para a multidão que estava claramente há espera do concerto da artista.

Azealia Banks

Flume

Flume não é nenhum desconhecido, para além de já ter estado no festival em 2013, o DJ, de apenas 23 anos, encontra-se numa boa fase da carreira. Era o responsável por encerrar a primeira noite do festival, as expectativas estavam altas e havia a curiosidade para saber se o amigo Chet Faker iria subir ao palco para interpretar uma das músicas que os dois têm em conjunto, no entanto, tal coisa não aconteceu.

Sem grandes “invenções” apresentou-nos um set, simples mas quase perfeito. Contou com os seus maiores êxitos e ainda houve espaço para as remisturas de temas como “Tennis Court”, de Lorde, “Hyperparadise, dos Hermitude, “You and Me”, dos Disclosure, tema escolhido para encerrar a primeira noite do festival.

Flume

Texto: Fábio Lopes
Fotos: NOS Alive

Equipa

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