NOS Primavera Sound: “Tu não sabes quem são mas eu vi-os no NPS”.

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O staff da Buzz TV sempre teve muito gosto em descobrir talento ainda alheio ao nosso mercado musical (chama-nos hipster se quiseres, é na boa), e, com o NPS, ficámos com muito mais para recomendar. Tanto que até têm direito a edição especial.

Yasmine Hamdan

Como primeira grande oportunidade de apreciar projectos menos conhecidos em Portugal tivemos esta Libanesa que pouco arriscou no inglês na sua actuação. Esta dificuldade não teria de impedir a sua comunicação com o público mas a verdade é que não é esse o forte da artista. A sua entrega total à interpretação de cada música é que é tão interessante quanto o estilo único de cada uma, em misturas de ritmo e intensidade com o seu “indie do mundo”, pelos pormenores indissociáveis a músicas tradicionais asiáticas e africanas em tom sério e roqueiro.

yasmine

Movement

Não será preciso fazer muito para dar visibilidade a um projecto deste calibre. Astutos na apropriação de elementos electrónicos, estes australianos dominaram uma plateia já cansada e impaciente. Fizeram por ser ouvidos e a plateia do já cheio palco Pitchfork não ficou indiferente à sua interpretação conceptual de soul e de algum RnB. Num cruzamento único de manifestações sentimentais, digna dos novos meninos da cena emocional mas cool, Chet Faker e Sam Smith, fazem a sua própria cena mas ainda haverá muito para explorar nos próximos trabalhos.

Marc Pinol

Depois da actuação de Movement, o catalão teve a difícil missão de mandar o público para a cama no melhor estilo. Com uma enérgica actuação, não deu hipóteses a tal e só fez amigos. Embalou-nos com um potente acid house e mostrou a competência de um DJ residente por 15 anos no Nitsa Club. Agradecem-se mais visitas “à Tuga”.

Roman Flugel

E como perceberam na crítica anterior, este membro da buzz aprecia uma boa sessão electrónica mas não se alonga sobre isso. Fica aqui apenas mais uma referência e props para os curadores do palco Pitchfork e a sua atenção a boas danças até de tarde.

Ought

Estes meninos reunidos no Quebec mostraram ter algo para dar. Com uma postura indie mas sons bem mais soltos, passearam-se no seu rock e poderão vir a ter umas tantas groupies. Perante o actual cenário do mercado musical ter mais uns Arctic Monkeys ou Tame Impala não seria o pior que nos aconteceria.

Texto: Pedro Cisneiros
Fotos: António Almeida e Hugo Lima (NOS Primavera Sound)

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