“O Gang Mágico de Brighton” por Joana Martins.

The Magic Gang

Aviso: Este artigo é para ti. Independentemente de quem tu sejas ou do teu gosto musical, este artigo é para ti. E porquê? Porque os The Magic Gang são capazes de agradar até ao mais severo ouvinte. Os ritmos que nos fazem recordar os anos 60, indie e até o seu quê de pop, agarram-se rapidamente e fazem, numa questão de minutos, com que nos encontremos a cantar as músicas com toda a força que os nossos pulmões nos proporcionam.

“Uma coisa que podemos dizer confiantemente acerca da nossa banda é que a música que produzimos é algo que qualquer pessoa pode apreciar e cantar. Tem ritmos contagiantes. Não é algo que tenhamos de ligar os nossos ouvidos para ouvir.”, palavras do vocalista e guitarrista da banda, Jack, ao descrever o som da banda.

Kristian, também ele guitarrista e vocalista, acrescenta ainda que as músicas da banda “conseguem ser inteligíveis, mas acessíveis ao mesmo tempo. Não são músicas pop descartáveis, mas têm o seu quê de pop.”

Cruzei-me pela primeira vez com a banda no dia 16 de outubro quando estavam a abrir o concerto para os Swim Deep em Manchester.

De volta à cidade, mas em nome próprio, numa tour pelo Reino Unido, a banda esteve à conversa com a Buzz.

Os sorrisos enchiam o bar assim que o pisei. A simpatia do grupo revelou-se imediatamente entre risos e apresentações. À minha frente Kristian, vocalista e guitarrista, Paeris, baterista, e Jack, vocalista e guitarrista (o Angus, baixista, encontrava-se desaparecido).

The Magic Gang, a banda originária de Brighton, em crescente ascensão no Reino Unido, coleciona já um vasto número de fãs por todo o país.

Antes da sua formação já todos os seus membros se encontravam envolvidos no mundo da música, em projetos individuais e noutras bandas, revelando que a música foi sempre algo que quiseram fazer. “É definitivamente algo que queria fazer desde pequeno.”, admite Kristian.

Com ambições de levar a sua música aos 4 cantos do mundo, a banda revelou ter o sonho de tocar no festival Glastonbury.

“Nós divertimo-nos muito este ano no festival Secret Garden Party, mas se pudéssemos escolher um festival onde tocar teria de ser o Glastonbury. Nenhum de nós alguma vez foi e seria incrível poder dizer: sim, sim, nós tocamos no Glastonbury.”, diz Paeris

“A razão pela qual o Glastonbury é tão bom é porque em primeiro lugar, é um festival espetacular, mas também porque é uma referência para toda a gente no país. Os teus pais sabem o que é o Glastonbury e toda a gente sabe que é uma coisa enorme.”, acrescenta Jack.

Quando questionados acerca de colaborações que gostariam de fazer, a banda mostrou-se muito divertida. Gostavam de trabalhar com Diplo e Kristian acrescentou ainda que gostaria de colaborar com Grace Jones, mas mais ainda, gostaria de ser visto com Grace Jones.

A banda revelou ainda ouvir artistas como The Beatles, Unknown Mortal Orchestra, Ought, Sean Nicholas Savage, Balkans e Hall & Oates e no cenário de apenas poderem ouvir um álbum para o resto das suas vidas escolheriam “Talking Book” do Stevie Wonder (Kristian), “Balkans” dos Balkans (Paeris) e, por último, “Avi Buffalo” dos Avi Buffalo (Jack).

Com um EP a sair em Janeiro e com as músicas a acumular no disco externo esperam conseguir lançar um álbum em 2017. Confessam até que “chateia ver centenas de músicas no disco externo e ninguém para as ouvir.”

A sua primeira aparição sem ser no Reino Unido será na Holanda em Março de 2016 no Festival denominado de “Where The Wild Things Are” mas ambicionam tocar em vários sítios e fazer chegar a sua musica a todo o lado. Por cá, em Portugal, teremos de continuar à espera.

Texto: Joana Martins

Equipa

Deixar uma resposta