Rebel Heart: “A rainha da Pop espalhou-se… ou teve uma atitude de génio”

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Madonna, a indiscutível rainha da Pop e sempre carregada de controvérsia e discussão, chega a 2015 com o seu 13º álbum. Depois da “MDNA Tour” que ficou marcada por processos e incidentes devido aos concertos com nudez, violência ou apresentação de armas de fogo, eis que a cantora decide criar um álbum sobre sexo, drogas e álcool (uma verdadeira rock star).

A começar por no final de 2014, quando surgem online duas musicas deste novo album, que mais tarde se tornam em 13, em conjunto com a capa do suposto album (que na altura tudo indicava que se iria chamar “Iconic”). A cantora vem a publico defender a obra e considera o acto como “violação artistica”, dizendo ainda que se tratavam de versoes Demo das musicas. No inicio de 2015, durante a sua actuação nos Brit Awards, a cantora sofre uma aparatosa queda em palco. Esta que foi para muitos uma “Publicity Stunt” de promoção do álbum.

Em “Rebel Heart” nota-se a tentativa de continuar a pertencer ao género Pop, mesmo que isso signifique entrar num rumo totalmente diferente dos seus álbuns anteriores. É certo que uma boa artista, e sobretudo Madonna, consegue quase como “reinventar-se” de álbum para álbum, no entanto as presenças de nomes como Avicci e Diplo são uma mostra que se apresenta um disco maioritariamente virado para a musica electrónica. Se juntarmos a estes dois nomes os restantes produtores (que incluem Kanye West ou Sophie), percebemos que as colaborações com outros artistas são um dos pontos fortes e que moldam o álbum para o seu aspecto final.

É de notar ainda a presença de Nicky Minaj, Chance the Rapper e Mike Tyson (sim, o senhor com a tatuagem na cara) em duas musicas, trazendo assim o lado mais urban/hip-hop a este disco.

 

Classificação: 5.0/10
Álbum: Madonna – Rebel Heart
Lançamento: 6 de Março de 2015
Crítica por: António Almeida

António Almeida

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