Reverence Valada 2015: “Um Woodstock Tuga”

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No último fim de semana de Agosto a Buzz TV foi até ao Cartaxo para assistir a um dos últimos festivais de verão em Portugal deste ano. Dedicado aos sons mais pesados e psicadélicos, a segunda edição do Reverence Festival excedeu as expectativas, tanto para quem foi pela primeira vez como para quem regressava.

A paisagem calma e seca do Ribatejo foi invadida durante 3 dias por um festival que albergou desde crianças até aos mais potentes rockeiros. As condições, segundo a organização, melhoraram este ano, e foram introduzidos uns confortáveis bungalows, iluminação nocturna e uma pequena praia para os festivaleiros usufruírem do Rio que fica colado ao festival.

Outra novidade em comparação à primeira edição foram os concertos. O público pediu menos e mais longos concertos e a organização cumpriu. Os principais nomes do cartaz foram: The Horrors, Sleep, Jon Spencer Blues Explosion, Amon Duul II ou Sean Riley & The Slowriders. Mas foram, talvez, as bandas mais “pequenas” que trouxeram a alegria e energia ao recinto. Apesar de sempre dentro do mesmo genero, as bandas cumpriram e trouxeram sorrisos e olhares perdidos na viagem que o público fazia durante o concerto.

Em relação ao espaço e ao público, apesar de não pudermos comparar com a primeira edição, podemos garantir que o público aderiu mas não em demasia e que o espaço escolhido é o ideal para o festival. Com sombras naturais que ajudam a combater o calor que se faz sentir e com espaço suficiente para que todos os festivaleiros possam conviver naturalmente sem filas para tudo. Gostava ainda referir que é dos primeiros festivais que vejo com um palco montado num campo de futebol. Pena não ter equipamento próprio para jogar, por isso fiquei-me pela música.

Um dos pontos chaves deste festival é o facto de se dedicar inteiramente à música. A proporcionar experiências pelo que o público ouve, sem recorrer a manobras de marketing a “estragar” a experiência musical. Em Portugal é um dos últimos festivais de música e não me refiro apenas à questão do calendário.

Por: António Almeida

 

António Almeida

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