Sumol Summer Fest: “Garantia de dança, festa e muita energia” no primeiro dia.

É o regresso do Sumol Summer Fest à Ericeira, um ano após a última edição e pela mobilização que se observa em termos populacionais, é um regresso aguardado. O festival abriu portas por volta das 18 horas do dia 3 após a habitual Welcome Party,que se realizou na quinta-feira e que contou com nomes como Dragonete e Knife Party.

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O primeiro artista a subir ao palco neste primeiro dia de festival foi Agir e apesar do concerto ter começado numa hora crítica para actuações,por volta das 20.00 horas, encontrava-se uma excelente moldura humana para ver o que artista e a sua banda vinham apresentar ao festival. O anoitecer aproximava-se e as pessoas assistiam ao concerto com uma vista privilegiada para o mar e o pôr-do-sol, contribuindo para um concerto com boa onda, tranquilo e recheado de músicas conhecidas do público em geral, principalmente o público mais jovem que predominava no festival, e que mostrava grande conhecimento da playlist que o artista apresentou na Ericeira, contando com faixas com,”Deixa-te de merdas”,”Tempo é dinheiro”,”Parte-me o pescoço” ou “Encontrei”.

AGIR

Seguiu-se a atuação de B4, duo que tem marcado presenças em vários espaços, seja em concerto ou nas pistas de dança e tem arrasado tudo por onde tem passado, devido ao sucesso das suas principais faixas no território nacional e também pelo crescimento dos géneros/ritmos musicais africanos como a Kizomba em Portugal. Não eram propriamente virgens em atuações com um público considerável, mas a verdade é que não aproveitaram da melhor maneira o concerto para demonstrar o seu potencial, conseguindo apenas mexer com o público com os hits principais como “Bo Tem Mel”, “É Melhor não Duvidar “ ou “ Quem será”. Esperava-se mais do dueto, que tem arrebatado as pistas de dança.

Tove LO

Chegava então a altura de subir ao palco a primeira cabeça de Cartaz da noite a sueca Tove Lo, que se estreava em palcos nacionais e segundo a mesma era a primeira vez que pisava o nosso solo e deve ter ficado estupefacta com o aglomerado de fãs que constituiu no nosso país. Numa altura em que o género Pop conta com cada vez mais concorrência,Tove Lo surge como um lufada de ar fresco com um Pop energético, dançável e irrequieto que permitiu que ninguém ficasse á sensualidade, simpatia de Tove,mostrando-se muito comunicativa e fazendo uso da sua voz dócil e harmoniosa para conduzir a sua atuação a uma das melhores do festival.Uma boa estreia em solos nacionais.

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Seguia-se a atuação de outros dos cabeças de cartaz do festival e como era expectável foi se duvida o melhor concerto do festival. Chance the Rapper. Não bastava que fosse um dos rappers da moda e com mais potencial do mundo da música, ainda se mostrou um especialista em cima do palco. Energético, Interactivo, Comunicativo, Expressivo, Boa disposição. Condições essenciais para um artista dar um bom concerto seja em que palco for. Apesar destas condições, ainda foi auxiliado por um público que ansiava por aquele momento, conhecedor do repertório dos artistas e depois a qualidade do artista fez o resto. Um concerto poderoso, que fez as pessoas perder mais calorias durante todo o festival, tal foram as vezes em que se dançou e saltou durante este concerto. Contou com o auxílio de um excelente banda que também contribuiu para o excelente espetáculo dado. Da minha parte, conquistou-me aguardarei pela próxima oportunidade, talvez noutro contexto, noutro espaço com outro público, possa se tronar não só um concerto memorável como épico, tal a qualidade de Chance em cima de um palco, dando uma lição a muitas artistas mais “batidos” nestas andanças. Consegue transmitir toda a sua paixão pelo que faz ao público, a sua felicidade e o público percebe isso e agradece. Obrigado Chance.

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O palco principal foi encerrado com a atuação dos já conhecidos Buraka Som Sistema, que por onde passam é garantia de dança, festa e muita energia. São uma certeza por onde passam e acabaram por fazer mais do mesmo, aquilo que já nos habituaram, cada vez estão mais internacionais, cada vez sabem ler melhor o público para o qual atuam, também com a sua cada vez maior experiência em palco. Nesta atuação contaram com bastante publico que esperava aquele momento para se divertirem ao máximo com as batidas inconfundíveis de Buraka, misturando vários ritmos de origens diferentes, impondo-se os ritmos africanos em tanta electrónica, que faz o público vibrar. Encerraram e de que maneira o palco principal do primeiro dia do Sumol Summer Fest,muito se dançou, cantou e se divertiu naquele palco, o público parecia satisfeito com o que acabara de assistir. Missão cumprida para todos.

O palco secundário deste primeiro dia de Festival ficou quase inteiramente da responsabilidade do Dj Ride, que convidou a Astro Records, MGDRV e Dillaz para o auxiliarem a animar, o palco Sound Academy, ficando o encerramento deste na responsabilidade do Dj. Os concertos neste palco tiveram bastante afluência principalmente nomes como Ride ou Dillaz que já têm bastantes seguidores no panorama nacional. Apesar de tudo, apenas considero que tiveram bastante azar, no que diz respeito aos horários dos concertos pois atuavam à mesma hora que nomes como Chance The Rapper ou Buraka Som Sistema, algumas das principais atrações do festival.

Hasta,

Texto: João Rodrigo
Fotos: António Almeida/Buzz TV

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