21º Super Bock Super Rock: A “Ultimate Review”.

SBSR

O Super Bock Super Rock chegou a 2015 na sua 21º edição, fez jus ao nome de “festival camaleão” e voltou a mudar de poiso. Desta vez mudou-se para o Parque das Nações, em Lisboa. Sob o pretexto de melhores acessos e de trazer um público internacional, entre outras coisas, o sitio escolhido conseguia cumprir todos os requisitos impostos. E o que é certo é que este foi dos anos com mais estrangeiros que me lembro de ver no #SBSR.

Bom mas uma review da edição deste ano deste festival, agora Lisboeta, não seria a mesma sem fazer uma mega comparação com as edições passadas no Meco (esquecendo completamente os outros 15 anos de festival antes de atravessar o rio), portanto não vou falar nesse tema.

Blur 4

Um dos pontos fortes deste ano foi o cartaz. Contou com nomes como Blur (que se arrisca a ser um dos concertos mais marcantes da época de festivais deste ano), Sting, Florence & The Machine (que foi incansável em alimentar o público com uma performance de encher a MEO Arena), as surpresas de FFS, Benjamin Clementine ou os regressos sempre bem recebidos de Palma Violets, The Vaccines ou Rodrigo Amarante (repararam como no meio destes todos só o Sr.Rodrigo é que não veio de terras de sua majestade?). Bom, aqui na Buzz TV na segunda feira seguinte ao festival, discutia-se qual o concerto mais marcante do festival, por isso decidi-mos deixar o Fábio escolher e por isso podem ler a sua opinião no outro artigo, mas uma coisa é certa – não foi escolha fácil.

Outro dos pontos interessantes, e já aqui referidos como sendo um dos pretextos da mudança, foi a localização no centro da cidade e deixem-me que lhes diga que foi uma aposta ganha! Em mais nenhum festival me dou ao luxo de ter problemas com cartões de memória e conseguir (em tempo recorde ou como se diz no nosso meio – no tempo de beber uma cerveja) ir a uma loja de eletrónica, comprar mais cartões e não me atrasar para completar as entrevistas planeadas. Assim como mais nenhum festival fica a menos de 1 km de um casino (obviamente já se percebeu onde ia no final da noite..).

Antes de concluir gostaria de referencia apenas outro ponto – a falta de arte. Ok, ok, é um festival de música (portanto essa estava presente e podemos contar com dança também, por causa da Florence), depois existia também uma exposição de fotos (ok também me pareceu bem realizada), mas por alguma razão, espero sempre que nos festivais que oferecem “experiências” se liguem um pouco à arte. Apesar do tamanho do recinto, se calhar faz falta uma área de cinema ou de stand-up ou até mesmo de “crafts” de modo a que traga algo de diferente ao público. Fica a sugestão para o ano!

No geral, o público pareceu contente com a mudança. Durante os 3 dias foram muitas comparações com o antigo local e foram muitas as queixas relativas à falta do campismo (maioritariamente por pessoas embriagadas), mas existiram também imensos sorrisos e um geral sentimento de bem estar. O público conseguia andar livremente pelo recinto, conseguia aproveitar o bom tempo e acima de tudo conseguia divertir-se com o ambiente do festival.

Texto: António Almeida
Fotos: Catarina Craveiro/SBSR e Fábio Lopes/Buzz TV

António Almeida

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