Vodafone Paredes de Coura 2015: Um festival a rebentar pelas costuras.

Festival Vodafone Paredes de Coura 2015- Um festival a rebentar pelas costuras

Parte 1- O campismo e as condições do festival

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Vodafone Paredes de Coura. O soar destas palavras por si só traz à memória flashs de momentos vividos lá.

Para todos aqueles que já experienciaram o festival sabem o quão difícil é descrever tudo o que se lá vive. É um mundo fora deste mundo. São os 10, ou 7 ou 4 dias porque ansiamos todo o verão. É o despertar de nós próprios, o momento em que saímos de nós e a felicidade transborda da nossa pele. Somos envolvidos pelas paisagens verdejantes, pelo rio gélido, pelas pessoas sorridentes, pela música que toca em cada esquina, pelos textos declamados durante a tarde e pelos concertos das bandas à noite. Se me perguntassem onde passei alguns dos momentos mais felizes desta minha curta vida, responderia sem hesitação que foi ali, em Paredes de Coura.

Por tudo isto, quero avisar desde já que todas as palavras alguma vez aqui escritas serão uma tentativa fracassada de fazer alguém sentir como nos sentimos lá.

Nesta primeira parte irei falar um pouco das condições do festival e do campismo. Tal como foi descrito pelos inúmeros meios de comunicação presentes no festival, esta edição contou com uma enchente de gente nunca antes vista. Pela primeira vez em 23 anos o festival esgotou não só os passes gerais mas também os bilhetes diários, com a exceção do primeiro dia. A questão que se coloca perante tais factos é: Mas será que o festival tem capacidade para receber tantos festivaleiros?

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Estando acampada desde o dia 14, cinco dias antes de começar o festival, tenho de responder negativamente a esta pergunta. Todas as necessidades de qualquer pessoa ali acampada viram-se insatisfeitas. Para tudo haviam longas filas: se queríamos ir à casa de banho tínhamos de esperar numa fila, se queríamos tomar banho tínhamos de esperar numa fila, se queríamos carregar o telemóvel tínhamos de esperar numa fila (desorganizada), se queríamos entrar no recinto tínhamos de esperar numa fila, até se queríamos escovar os dentes e lavar a loiça tínhamos de esperar. Para além disso, uma parte das casas de banho encontravam-se constantemente avariadas. Aquilo que torna o festival único – a praia fluvial e o seu campismo- foram imensamente afetados pela quantidade exorbitante de gente que ali se encontrou. Se, por um lado, é bom ver este festival crescer, por outro lado, sentimos um sabor amargo com este crescimento, especialmente devido ao facto de as condições do festival não o acompanharem.

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No entanto, de louvar e reconhecer o grande trabalho da segurança do festival e dos bombeiros, que faziam visitas regulares e certificavam-se regularmente do bem-estar dos campistas.

Em suma, queremos um bom cartaz e um bom festival sim, mas também queremos boas condições para o aproveitar.

Texto: Joana Martins/Buzz TV
Fotos: Hugo Lima/Vodafone Paredes de Coura

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